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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Observador92. Há uma ameaça de bomba num voo proveniente de Roma que aterrou há uma hora no Aeroporto de Lisboa. O alerta foi recebido pela PSP. Falamos de um avião da Ryanair que fazia a ligação entre Roma e Lisboa. O voo aterrou pelas 8h no Aeroporto Humberto Delgado. De acordo com a CNN Portugal, o alerta foi recebido pela PSP e está a decorrer uma operação no Aeroporto de Lisboa para avaliar e confirmar a credibilidade da ameaça. Este alerta surge na sequência de uma série de incidentes semelhantes que têm sido noticiados ao longo da semana e que estão relacionados com voos afetados por ameaças de bomba. A Rádio Observador contactou a ANA Aeroportos, que remete novas informações para mais tarde. Trata-se de uma ameaça, não há confirmação da presença de um explosivo ou de qualquer outra ameaça até ao momento. Esta notícia está em poucos minutos. Vamos desenvolvê-la nos próximos jornais. E seguimos com as reuniões da habitação que aconteceram ontem. O líder parlamentar do PS entende que a partir de agora vai ser difícil estabelecer uma base negocial com o governo para resolver os problemas no setor. Os encontros de ontem em São Bento terminaram sem acordo entre o governo e o Partido Socialista. Em declarações esta manhã aqui na Rádio Observador, Eurico Brilhante Dias diz que o primeiro-ministro não criou as condições necessárias para o diálogo e diz que o governo errou desde o início de todo o processo, logo quando aprovou a lei do arrendamento. Aquilo que diz respeito ao senhor primeiro-ministro era criar as condições para que o diálogo pudesse frutificar. Depois de ter partido para este processo de forma errada, eu não digo apenas com medidas erradas, que isso é um facto, mas depois de infelizmente ter avançado com esta lei das rendas, com o acordo com o Chega e com o voto da Iniciativa Liberal, e assim mantendo aquela obsessão que 2.300 € são uma renda moderada em Portugal, é muito difícil prosseguir uma base negocial, quando o governo insiste que a base negocial é aquilo que apresentou na Assembleia da República. O líder parlamentar do PS rejeita ainda que o partido fique com o ônus de ter contribuído para a instabilidade e para a não resolução dos problemas da habitação. Eurico Brilhante Dias diz que se não fosse a atitude do governo, estaria disponível para um consenso, aquilo que é pedido por António José Seguro. O que o senhor Presidente da República pede, e eu acho que é do interesse de todos os portugueses, é termos uma política de habitação duradoura, com continuidade, que vá para além de uma legislatura. O PS está disponível para um compromisso alargado. Mas nas condições do PS. Não é nas condições do PS, é nas condições de todos. Mas as condições de todos incluem também as do PS. Porque se não forem as do PS, então o Partido Socialista só assinava o papel. Eurico Brilhante Dias rejeita que o PS seja o responsável pela falta de acordo nas reuniões de ontem com o governo. O primeiro-ministro recebeu também o Chega. No final da reunião, André Ventura admitiu continuar o diálogo com Luís Montenegro para aprovar a lei das rendas na especialidade. Temos agora em direto neste Jornal das Nove, precisamente o deputado do Chega, Eduardo Teixeira, que cumprimento e agradeço a presença neste jornal. Muito bom dia, Eduardo Teixeira. Explique-nos o que vai acontecer à lei do arrendamento. Bom dia. Obrigado por convite para falarmos sobre o tema. A lei do arrendamento foi aprovada apenas com os votos do Partido Social-Democrata. O Partido Chega teve, com o voto de abstenção, a permissão para deslocar a especialidade, que é o que irá decorrer. Apenas e só isso. Não há aqui mais nada em relação a esta matéria. Há agora uma negociação que vai decorrer na especialidade. Uma negociação. Sim. Sim. E qual é a posição do Chega nesta altura? Vai impor, de fato, alterações na lei do arrendamento para que possa depois aprová-la? Claro que sim. O Chega já disse que se não forem contempladas as propostas que fará, e ontem entregou algumas, entregou até em relação não só à lei do arrendamento, mas ao processo habitacional e, portanto, a todo o nosso parque habitacional. São 50 propostas praticamente todas diferentes. Portanto, se as propostas não forem contempladas e se o Chega não se revir nesta lei, é uma lei que claramente votaremos contra. Foi dito isso claramente. A abstenção não é um voto favorável à proposta que entrou. É só apenas a permissão para que haja uma discussão séria sobre o tema que o Partido Socialista deveria ter, e este será um consenso que deveria existir de todos os partidos em relação a esta matéria. É um tema importante e determinante para todos os portugueses e para o país, e que o Partido Socialista me parece que está a quer fugir a esse debate. E se o Partido Socialista não entrar num consenso e num processo de negociação com o governo, o Chega também se afasta por não haver o Partido Socialista ou admite continuar a negociar e a procurar soluções para a habitação só com o governo? A questão não é essa. Viu-se ontem, parece que há aqui um julgamento prático do Partido Socialista. O Partido Socialista é o grande responsável por estarmos no atual momento Difícil e, de facto, esta matéria da habitação deveria ter o máximo consenso possível. O Partido Socialista tem que decidir o que quer. Se o Partido Socialista não quiser alinhar nisto... Vão ter meia luz no país, sob a abstinência. Por isso, nesse sentido, Eduardo Teixeira, lhe pergunto se o Chega e o Governo devem, os dois, encontrar uma solução para a habitação, não tendo contributos do Partido Socialista. Pois, era desejável que o Partido Socialista entrasse nesse jogo. Se não entrar, o Chega mantém-se no jogo, mantém-se em campo? O Chega ontem apresentou 50 propostas que nos parecem importantes para a vida dos portugueses no atual momento difícil. Nós temos uma situação muito complicada, e algumas propostas que o Partido Socialista até tem falado, nós até podemos concordar. Vou dar um exemplo. A questão do crédito à habitação e os jovens. É uma questão que nós também temos nessas 50 medidas. Nós estamos de acordo. E o Governo também está? Veremos. Nós deixámos de ficar de propostas para ficarmos a dizer alguma coisa. Há um diálogo que existe dentro das especialidades. E que se pode construir. Eduardo Teixeira, admite que o Chega e o PS possam votar no mesmo sentido, na especialidade, algumas propostas de âmbito fiscal, mesmo contra a vontade do Governo? Está a falar de habitação? Sim, estou a falar de habitação. Há muitas propostas na área da fiscalidade. O que quero dizer, relatei-me com isso, é que três partidos, é um momento de exceção. Portugal vive um momento de exceção, as contas que se fazem são cerca de 300 mil fogos. Atualmente, no mercado, é necessário. Nós temos uma pressão imensa e, portanto, tem que se fazer algo para que esses 300 mil fogos estejam no mercado e sejam para habitação dos portugueses. Portanto, nós faremos estes consensos que achamos que deveria ser dos três maiores partidos. É uma matéria absolutamente determinante para o futuro de todos os portugueses, nomeadamente os nossos jovens. Eduardo Teixeira, muito obrigada por ter estado conosco em direto, deputado do Chega, a dar conta da posição do partido depois da reunião com o Governo para discutir medidas para a habitação e insistir na necessidade do Partido Socialista participar também neste diálogo. O Movimento Acampada volta a rejeitar mudar o local dos protestos por causa dos mercados de Natal. Mantém-se o braço de ferro entre manifestantes e Câmaras Municipais de Lisboa e Porto. Na capital, a autarquia propôs três locais alternativos para os protestos, assim como a possibilidade de manter uma tenda simbólica no Rossio durante o mercado de Natal, mas a acampada de Lisboa volta a rejeitar, defende que é a feira que deve ser deslocada e acusa Carlos Moedas de fingir que fala com os manifestantes. Também no Porto, o Movimento Acampada garante que não vai sair da Praça Dom João I para dar lugar às festividades de Natal. Entretanto, os manifestantes estão nesta altura a tentar encontrar formas de lidar com a chuva. Alguns colocaram paletes de madeira por debaixo das tendas para evitar a entrada d'água. Há também toldos a proteger, sobretudo as cantinas, onde têm sido oferecidas refeições. Entretanto, vão ser hoje ouvidos pelo Ministério Público os 86 manifestantes que foram detidos por desobediência durante uma intervenção policial no Rossio. São 09h11, já a seguir o explicador com o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, sobre o estado do SNS em Portugal. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã. Donald Trump promete anunciar um grande acordo para a Ucrânia, que pode incluir a Europa. O presidente norte-americano não dá detalhes, afirma, no entanto, que todos os envolvidos vão ficar entusiasmados. O envolvimento da Europa no acordo de paz para a Ucrânia tem sido defendido tanto por Kiev como pelos parceiros europeus. Oito distritos do continente, o arquipélago da Madeira e o grupo oriental dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, devido às previsões de chuva. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera adianta que a chuva pode ser, por vezes, forte e acompanhada de trovoada e vento.